ECG

Curso grátis de ECG do zero da Kraemer Academy | Kraemer Academy (qtc.mocha.app)

• 46 min de leitura
Curso grátis de ECG do zero da Kraemer Academy | Kraemer Academy (qtc.mocha.app)

Curso de ECG Grátis — Kraemer Academy

> Já gastou dinheiro e não aprendeu ECG? Todos os cursos de ECG são iguais para você? Desistiu de aprender? Cansou de acreditar em promessas sobre esse assunto?

Bem, você nunca viu um curso como este da Kraemer Academy com o Professor Dr. Alessandro Kraemer, Cardiologista e eletrofisiologista especialista em ECG há 30 anos ensinando seus alunos em Curitiba-PR. Agora este curso está disponível para você de graça!

Ele faz parte de um curso maior, aplicado na Universidade Positivo, mas usa os mesmos slides aplicados aos alunos presenciais. Aproveite! É gratuito. Mas assista desde o começo.

É sério que vai começar pelo "pior" que é eixo elétrico? Sim, mas é O MELHOR jeito de começar a aprender quando se está no "modo disruptivo" da Kraemer Academy. Você vai se surpreender. É só assistir até o fim. Até o fim, OK?

Depois, não esqueça de dar seu LIKE e seu depoimento nos comentários. Adoraremos saber que gostou! O vídeo abaixo dá acesso a toda a playlist:

▶ Assista ao vídeo — Playlist Completa

---

Sobre este Documento

Curso de ECG grátis para Interpretação do Eletrocardiograma (Atualizado 2026) — Um guia completo e definitivo para estudantes, iniciantes e "Nubs", totalmente gratuito e com qualidade nota 10!

Este documento consolida os conteúdos das aulas fundamentais de ECG, organizando-os de forma estruturada, didática e progressiva, com foco na interpretação clínica prática — o mesmo conteúdo apresentado aos alunos do 6º ano de Medicina da Universidade Positivo de Curitiba-PR.

Você pode assistir tudo que colocamos por escrito aqui no Blog nos canais do YouTube TEMECG! da Kraemer Academy.

---

1. Fundamentos do ECG

O aparelho de ECG mede a voltagem da corrente elétrica da atividade cardíaca.

| Fenômeno | Definição | Resultado mecânico |
|---|---|---|
| Despolarização | Ativação elétrica das células cardíacas | Sístole do coração |
| Repolarização | Retorno ao estado elétrico basal | Diástole do coração |

O nosso curso gratuito de ECG começa pelo eixo elétrico de propósito, pois é onde o estudante se perde desde o início da graduação. Não se preocupe — você irá aprender esse assunto agora e de uma maneira disruptiva que vai te impressionar desde o primeiro vídeo da série.

> 💡 Dica: Assistindo à série de eixo elétrico, já no sétimo vídeo você será capaz de laudar um ECG como um cardiologista — em poucos segundos de análise!

▶ Playlist completa do curso

---

2. Ondas e Complexos do ECG

Onda P


Despolarização atrial. Embora pareça uma única onda, existem duas P dentro dela: uma para o átrio direito e outra para o átrio esquerdo.

Complexo QRS


Despolarização ventricular. Usado como sinônimo de "ventrículo". O termo "QRS" é usado independente de apresentar as três ondas típicas — um "QRS" pode ser apenas "R" e diremos que o "QRS está com padrão R".

Onda T Ventricular


Repolarização ventricular. Representa a diástole dos ventrículos.

Onda T Atrial


Repolarização atrial. Não é visível pois ocorre dentro do QRS (ao mesmo tempo). É uma onda oposta à onda P e colada a ela — torna-se visível apenas nos bloqueios AV totais, quando o QRS se descola da onda P.

---

Por que a onda T não é oposta ao QRS?

Nos ventrículos, a despolarização usa o sistema HIS-Purkinje e a repolarização usa o sincício ventricular (mais lento). A repolarização segue em "marcha ré" do epicárdio ao endocárdio — produzindo um vetor igual ao da despolarização — fazendo a onda T ter a mesma polaridade do QRS predominante, porém mais larga.

Isso gera uma consequência fundamental para a análise de isquemias:

1. A T não isquêmica e seu QRS estreito estarão sempre concordantes em polaridade.
2. A T não isquêmica e seu QRS largo estarão sempre discordantes em polaridade.
3. Exceção: V1, V2 e V3 podem seguir qualquer padrão — interpretar sempre no contexto clínico.

> Veremos mais sobre essa questão na seção de Síndrome Coronariana.

---

3. Morfologias do Complexo QRS

O complexo QRS pode assumir diferentes morfologias:

| Morfologia | Observação |
|---|---|
| qRs | Padrão com q pequena, R dominante, s pequena |
| Rs | R dominante com s pequena |
| R | Apenas onda R |
| qR | q pequena com R dominante |
| Qr | Q patológica com r pequena |
| QS | Sem onda R — valor semiológico de Q patológica |
| Rsr' | "Orelha de coelho" — característica do BRD em V1 |
| Rsr's' | QRS "fragmentado" — focos de necrose ou perda de tecido elétrico (depósito, Chagas etc.) |

Largura do QRS

- QRS estreito: < 3 quadradinhos — padrão normal.
- QRS alargado: > 3 quadradinhos — define Bloqueio de Ramo (se ritmo sinusal/supraventricular) ou arritmia ventricular (em geral Taquicardia Ventricular).

Ondas q e Q

| Onda | Características | Significado |
|---|---|---|
| q (minúscula) | < 1 mm em largura e/ou altura | Sempre fisiológica (QRS estreito) |
| Q (maiúscula) | > 1 mm em largura e/ou altura | Sempre patológica (QRS estreito) |

> Quando a onda Q for patológica mas ainda menor que R, o QRS é do tipo qR com Q patológica.

---

4. Intervalos e Segmentos

Intervalo PR

Valores normais: 3 a 5 quadradinhos.

| Valor | Significado |
|---|---|
| < 3 quadradinhos | Síndromes de pré-excitação (ex.: Wolff-Parkinson-White) |
| 3 a 5 quadradinhos | Normal |
| > 5 quadradinhos | Bloqueios atrioventriculares (1º, 2º ou 3º grau) |

Segmento PR

Trecho entre o final da onda P e o início do QRS (segmento de reta). Marca a linha de base do ECG para definir se o segmento ST está supra ou infradesnivelado.

Intervalo QT

Inclui despolarização e repolarização ventricular — representa o ciclo cardíaco completo. É o intervalo mais difícil de medir no ECG.

Obrigatório medir em:
- Portadores de síncope
- Pacientes polimedicados (risco de morte súbita por Torsades de Pointes)

> 💡 Use o aplicativo qtc.mocha.app para medir o QTc com segurança e rapidez, fotografando o seu ECG.

▶ Como usar o aplicativo QTc (QRS estreito)

!Nomograma QT pela fórmula de Bazett em milímetros

A Kraemer Academy simplificou o cálculo do QTc retirando fórmulas e cálculos do processo. Basta colocar os quadradinhos do intervalo QT e RR no nomograma acima ou usar o aplicativo:

▶ Como usar o aplicativo QTc (QRS estreito — segundo tutorial)

#### QTc com QRS Alargado (Bloqueio de Ramo)

Quando o QRS está alargado, o QTc precisa ser corrigido primeiro pela fórmula de Bogossian antes de aplicar as fórmulas de correção pela frequência cardíaca. O aplicativo qtc.mocha.app automatiza esse processo: meça o QT normalmente e solicite a correção pelo Bogossian ao final.

▶ QTc com QRS largo — tutorial completo

---

5. Bloqueios Atrioventriculares (BAV)

Tipos de BAV

BAV 1º grau
PR fixamente prolongado (> 5 quadradinhos). Todas as ondas P conduzem.

BAV 2º grau Mobitz I (Wenckebach)
Prolongamento progressivo do PR até a P perder seu QRS. A próxima P recomeça com o menor PR da sequência. Característica decremental típica do nó atrioventricular — defeito menos grave. Pode ocorrer por fármacos cronotrópicos negativos; retirar o medicamento costuma resolver.

BAV 2º grau Mobitz II
A P é bloqueada sem prolongamento progressivo do PR. Característica "tudo ou nada" do HIS — defeito mais grave. Fármacos cronotrópicos negativos não afetam o HIS.

BAV 2º grau 2:1
Duas ondas P para cada QRS. Não é possível distinguir Mobitz I de Mobitz II sem dois PR precedentes à P bloqueada.

BAV 2º grau 3:1 ou maior
Três ou mais ondas P para cada QRS — chamado de bloqueio atrioventricular avançado (não confundir com BAV total).

BAV 3º grau
Dissociação atrioventricular com possível ritmo de escape. Com batimentos de escape, diferencia-se dos outros graus procurando falsos intervalos PR curtos (PR < 3 quadradinhos em traçado com bradicardia ventricular).

> ⚠️ Nos bloqueios AV, a onda P sempre tem FC maior ou igual à dos QRS. Se a P tiver FC menor, o problema está no nó sinusal (doença do nó sinusal ou parada sinusal).

Indicação de Marcapasso — Orientação Geral

| Grau de BAV | Indicação de marcapasso |
|---|---|
| BAV 1º grau | ❌ Não |
| BAV 2º grau Mobitz I | ❌ Não |
| BAV 2º grau Mobitz II | ✅ Sim |
| BAV 2º grau avançado | ✅ Sim |
| BAV 3º grau | ✅ Sim |

> ⚠️ Atenção: Esta tabela é um macete genérico que pode errar a indicação. Sempre consulte as diretrizes (AHA, SOBRAC, SBC). Não use macetes como única fonte.

▶ Resumo em vídeo — ECG do Zero (canal TEMECG!)

---

7. Cálculo da Frequência Cardíaca no ECG

Uma das formas mais práticas de calcular a FC no ECG é por meio de regras de três com tempos pré-determinados.

7.1 Usando uma página inteira de ECG (10 segundos)

Uma página padrão de ECG = 10 segundos = 50 quadrados grandes de 200 ms cada.

Método: conte os complexos QRS na página e multiplique por 6.

> Exemplo: 10 QRS em 10 segundos → 10 × 6 = 60 bpm

Este método é especialmente útil para ritmos irregulares.

▶ Cálculo de FC — vídeo explicativo

7.2 Usando o intervalo entre dois batimentos

Com apenas dois batimentos consecutivos, aplique uma das fórmulas abaixo:

```
1500 ÷ (nº de quadradinhos entre batimentos) = FC em bpm
300 ÷ (nº de quadrados grandes entre batimentos) = FC em bpm
60.000 ÷ (milissegundos entre batimentos) = FC em bpm
```

Sequência mnemônica para intervalos de 5 quadradinhos (quadrados grandes):

> 300 → 150 → 100 → 75 → 60 → 50 → 40 bpm

▶ Série completa sobre FC no ECG

---

8. Cálculo da FC em Ritmos Muito Lentos

Em ritmos extremamente lentos, é mais apropriado expressar pausas em segundos em vez de bpm.

8.1 Mensuração da Pausa

> Exemplo: intervalo entre QRS com 18 quadrados grandes → 18 × 200 ms = 3.600 ms = 3,6 segundos
>
> Reporte como: "pausas de até 3,6 segundos"

Esse raciocínio é relevante em bloqueios avançados, ritmos de escape e avaliação de indicação de marcapasso.

▶ Ritmos lentos — vídeo explicativo

---

9. Integração Conceitual: Fundamentos Elétricos Aplicados

O ECG registra a atividade elétrica cardíaca captada na superfície corporal — mede diferenças de potencial elétrico geradas pela despolarização e repolarização miocárdica, permitindo representação gráfica dos vetores resultantes.

▶ Como funciona o ECG — por que Einthoven ganhou o Nobel

9.1 Despolarização e Formação do Complexo QRS

A despolarização ventricular ocorre de forma organizada através do sistema His-Purkinje. A sequência vetorial determina a morfologia do QRS em cada derivação.

- QRS estreito (< 3 quadradinhos) → condução intraventricular preservada.
- QRS alargado → bloqueio de ramo ou origem ventricular (ritmo não supraventricular).

▶ Formação do QRS — vídeo ECG do Zero

9.2 Repolarização Ventricular e a Onda T

A repolarização ventricular gera frequentemente uma onda T concordante com o QRS — a sequência espacial da repolarização se dá em sentido oposto à despolarização, produzindo vetor final semelhante.

Regras práticas fundamentais:

| Situação | Relação T / QRS | Interpretação |
|---|---|---|
| QRS estreito + T concordante | ✅ Normal | Repolarização esperada |
| QRS estreito + T discordante | ⚠️ Suspeita de isquemia | Avaliar contexto |
| QRS largo + T discordante | ✅ Normal | Discordância apropriada |
| QRS largo + T concordante | ⚠️ Suspeita de isquemia | Avaliar contexto |

> ⚠️ Atenção a V1, V2 e V3: a regra acima tem exceções nessas derivações — interpretar sempre no contexto clínico.

Extensão da regra ao segmento ST (válida para BRE):

| ST em relação ao QRS largo | Interpretação |
|---|---|
| Discordante com QRS largo (BRE) | Normal (discordância esperada) |
| Concordante com QRS largo (BRE) | Suspeita de Oclusão Coronária Aguda |

> ⚠️ No BRD, o "supra ST" é sempre equivalente a uma oclusão coronária aguda; o "infra ST" não representa necessariamente uma oclusão.

---

10. Eixo Elétrico do QRS em 1 Segundo — Método Visual Cartesiano

O cálculo do eixo elétrico não exige determinação precisa em graus. Na prática clínica, basta identificar o quadrante vetorial predominante.

!O eixo é um menino. A derivação é uma menina. Meninas registram positividade quando meninos se aproximam

10.1 Sistema Cartesiano Aplicado ao ECG

A derivação positiva ("menina") é sempre positiva. O vetor ("menino") vai se aproximar ou afastar dela. Einthoven posicionou os eletrodos estrategicamente para que o vetor normal (para baixo e para a esquerda) gerasse positividade.

| Derivação | Eixo representado | Posição da menina |
|---|---|---|
| D1 | Eixo X | Braço esquerdo (esquerda positiva, direita negativa) |
| aVF | Eixo Y | Pé (baixo positivo, cima negativo) |
| V1 | Dimensão ântero-posterior | Anterior positivo, posterior negativo |

10.2 Determinação Rápida do Quadrante

| D1 | aVF | Quadrante | Eixo |
|---|---|---|---|
| ➕ | ➕ | Inferior-esquerdo | Normal |
| ➕ | ➖ | Superior-esquerdo | Desvio para esquerda |
| ➖ | ➕ | Inferior-direito | Desvio para direita |
| ➖ | ➖ | Superior-direito | Desvio extremo / indeterminado |

> O eixo considerado normal situa-se entre +90° e −30° no plano frontal.

▶ Eixo elétrico — vídeo 3 da série TEMECG!

---

11. O Inconveniente dos −30° e a Solução Prática

O limite inferior do eixo normal (−30°) pode gerar confusão: um QRS negativo em aVF nem sempre indica desvio patológico para esquerda.

11.1 Estratégia com D2

Observe D2 adicionalmente a D1:

- D1 e D2 positivos (ou isoelétricos) → eixo obrigatoriamente entre +90° e −30° → normal.
- D2 negativo → desvio verdadeiro para esquerda.
- D1 negativo → considerar desvio para direita ou extremo.
- D3 pode ocasionalmente ser negativo mesmo com eixo normal.

> 💡 A observação conjunta de D1 + D2 + aVF resolve o cálculo do eixo em aproximadamente 1 segundo, sem necessidade de cálculo angular.

▶ O inconveniente dos −30° — vídeo 4 da série TEMECG!

---

12. Diagnóstico Rápido no Pronto-Socorro Através do Eixo Elétrico

Grande parte dos ECGs sinusais não normais pode ser estratificada com apenas duas informações: eixo + largura do QRS.

12.1 Premissas Fundamentais

1. O coração normal está rodado para a esquerda e para a frente.
2. QRS estreito (< 120 ms) → sugere alteração por hipertrofia.
3. QRS largo (> 120 ms) → sugere bloqueio de ramo.

12.2 Diagnóstico pelo Eixo e Largura

| QRS | Eixo | Diagnóstico provável |
|---|---|---|
| Estreito | Esquerda / baixo / trás + grande amplitude | Sobrecarga Ventricular Esquerda |
| Estreito | Direita / frente | Sobrecarga Ventricular Direita |
| Largo | Esquerda / trás | Bloqueio de Ramo Esquerdo |
| Largo (porção terminal para direita/frente) | Direita / frente | Bloqueio de Ramo Direito |

12.3 Bloqueios Fasciculares do Ramo Esquerdo

| Bloqueio | D1 | aVF |
|---|---|---|
| Bloqueio Antero-Superior | ➕ | ➖ |
| Bloqueio Póstero-Inferior | ➖ | ➕ |

> ⚠️ Outras combinações fasciculares devem ser interpretadas no contexto clínico.

12.4 E a Onda P? É sempre sinusal?

A onda P não é sinônimo de ritmo sinusal. Para ser sinusal, o eixo elétrico da P deve apontar para baixo, esquerda e trás (discreta em V1). Em V1, a P normal é bimodal (plus-minus):

- Componente positivo (para frente, para AD): se > 1 mm → sobrecarga atrial direita.
- Componente negativo (para trás, para AE): se > 1 mm → sobrecarga atrial esquerda (índice de Morris).

Se o eixo da P não apontar para baixo-esquerda-trás → ritmo atrial ectópico (não sinusal). Se acima de 100 bpm → taquicardia atrial ectópica.

▶ Onda P e ritmo sinusal — vídeo TEMECG!

---

Conclusão: O que fazer agora que sei interpretar o Eixo Elétrico?

Você acabou de aprender a laudar ~80% dos ECGs do pronto-socorro e consultório. Praticamente:

- ECG normal → encerrar a análise básica.
- ECG não normal → provável miocardiopatia → encaminhar ao cardiologista.
- Síncope + bloqueio de ramo → possível BAV total intermitente → chamar cardiologista; considerar estudo eletrofisiológico para medir intervalo HV.
- Síncope + BAV presente → possível BAV mais avançado intermitente → solicitar Holter e cardiologista.
- Dor precordial + bloqueio de ramo → aplicar a regra de concordâncias de T e ST (BRE/BRD) para identificar infarto com oclusão coronária aguda.

---

17. Síndrome Coronariana no ECG

A interpretação da síndrome coronariana exige compreensão integrada da relação entre QRS, segmento ST e onda T, considerando a largura do QRS e o contexto clínico.

17.1 Regra da Onda T — Resumo Geral

| QRS | T em relação ao QRS | Interpretação |
|---|---|---|
| Estreito | Concordante | ✅ Normal |
| Estreito | Discordante | ⚠️ Suspeita de isquemia |
| Largo (BRE) | Discordante | ✅ Normal (discordância apropriada) |
| Largo (BRE) | Concordante | ⚠️ Suspeita de isquemia |
| Largo (BRD) | Discordante (porção terminal) | ✅ Normal |
| Largo (BRD) | Concordante (porção terminal) | ⚠️ Suspeita de isquemia |

> ⚠️ Exceção: V1, V2 e V3 podem apresentar variações fisiológicas — interpretar sempre no contexto clínico.

No BRE, a regra da onda T também se aplica ao segmento ST: supra ou infra de ST discordante é esperado; concordância sugere Oclusão Coronária Aguda (OCA).

17.2 Definição Internacional de IAM com Supra ST

Supra de ST ≥ 1 mm em pelo menos duas derivações contíguas da mesma parede (sempre com QRS estreito).

Exceção em V2–V3:

| Grupo | Critério |
|---|---|
| Mulheres | ≥ 1,5 mm |
| Homens > 40 anos | ≥ 2,0 mm |
| Homens < 40 anos | ≥ 2,5 mm |

> A presença de infra ST em outras derivações reforça que o supra é verdadeiro positivo para OCA.

17.3 OCA e SOCA — Novo Conceito

O infarto agudo passou a ser entendido como um espectro de oclusão coronariana:

- OCA — Oclusão Coronariana Aguda (100%)
- SOCA — Suboclusão Coronariana Aguda (~99%)

Traçados como Wellens e De Winter representam frequentemente estados de suboclusão grave.

> 💡 A T superaguda ("barbatana de tubarão") é o padrão mais precoce de OCA — precede o supra ST e é muito difícil de diagnosticar. Os aplicativos de inteligência artificial superam o diagnóstico humano nesse padrão. A Kraemer Academy trabalha com um app de IA treinado para diagnosticar T superagudas — fique atento ao lançamento.

17.4 Padrões Clássicos de Alto Risco

- Supra ST feliz → não afasta OCA; repetir ECG em 10 minutos em caso de dúvida.
- Wellens (tipo A e B) → suboclusão crítica de DA (SOCA grave por recanalização espontânea).
- Padrão de Pardee → supra típico transmural.
- De Winter → equivalente de SOCA muito grave (possível tronco de coronária esquerda — frequentemente associado a supra ST em aVR).
- T superaguda → fase inicial do infarto com supra — diagnóstico difícil para humanos.
- Supra desproporcional em hipertrofia.

17.5 IAM versus Pericardite

Elementos que favorecem IAM com supra:
- Infra ST (exceto em V1 ou aVR)
- Supra ST em D3 maior que em D2
- Supra horizontal ou convexo
- Ausência de infra de PR
- Ausência do sinal de Spodick

> 🧠 Mnemônico da Kraemer Academy: "A pericardite tem medo do coelho acelerando em V1 e ouvido no vizinho dele que é aVR — a pericardite é sempre feliz mas não gosta do coelho acelerando sua moto."

---

18. Taquiarritmias no ECG

Taquiarritmias são ritmos com FC superior a 100 bpm (intervalo RR < 600 ms). Exigem análise sistemática de:
- Largura do QRS
- Regularidade do intervalo RR
- Relação entre ondas P e QRS

18.1 Classificação Inicial pelo QRS

| QRS | Origem provável |
|---|---|
| Estreito | Supraventricular (usa sistema His-Purkinje) |
| Largo monomórfico | Ventricular ou supraventricular com aberrância |
| Largo polimórfico | Sempre ventricular (TV polimórfica, FV ou Torsades) |

Diferenciação do QRS largo polimórfico pelo contexto:
- QT longo → Torsades de Pointes
- Supra ST presente → Fibrilação Ventricular
- Coração estruturalmente normal → TV Catecolaminérgica

> 💡 Conceito dos Dois Ritmos: sempre considere um ritmo atrial (ondas P) e um ritmo ventricular (QRS). Dissociação A-V sugere fortemente Taquicardia Ventricular.

18.2 Fibrilação Atrial e Flutter — "Número Mágico" 200 ms

No ECG com RR irregular, use o intervalo FF (entre ondas de flutter/fibrilação):

| Intervalo FF | Diagnóstico |
|---|---|
| < 200 ms | Fibrilação Atrial |
| 200–250 ms | Flutter Atrial |
| > 250 ms | Taquicardia Atrial |

A fibrilação atrial caracteriza-se por ondas f caóticas e irregularidade irregular do RR.

18.3 Extrassístoles Atriais e Fibrilação Atrial

Extrassístoles atriais muito precoces podem desencadear fibrilação atrial. Podem ser conduzidas com QRS estreito ou largo (aberrância) e, quando não conduzidas, podem simular bloqueio AV 2:1.

18.4 TPSV — Taquicardia Paroxística Supraventricular

Inclui principalmente:
- TRN — Taquicardia por Reentrada Nodal
- Taquicardia por via acessória (oculta ou manifesta — WPW)
- Taquicardias atriais focais

| Intervalo RP' | Diagnóstico mais provável |
|---|---|
| RP' < 70 ms | TRN |
| RP' > 70 ms | Via acessória |

> A maioria das TPSV reverte com adenosina. Falha terapêutica sugere diagnóstico alternativo.

18.5 Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW)

Caracteriza-se por onda delta e PR curto. Durante taquicardia ortodrômica, a delta pode desaparecer. A ablação por cateter é o tratamento curativo.

18.6 Taquicardias Ventriculares

- QRS largo monomórfico com dissociação A-V → TV.
- Fusão ou captura sinusal confirmam origem ventricular.
- Cardiopatia estrutural aumenta significativamente a probabilidade de TV.

Após TV polimórfica ou FV, avaliar QTc no ritmo sinusal para investigação de síndrome do QT longo.

> ⚠️ Importante: Não recomendamos mais o uso dos critérios de Brugada (e derivados) para diagnóstico definitivo de taquicardias com QRS largo. A probabilidade pré-teste e o contexto clínico são mais relevantes. O estudo eletrofisiológico é essencial tanto para diagnóstico como para tratamento.

Para o diagnóstico invasivo, a Kraemer Academy e o Laboratório de Eletrofisiologia de Curitiba criaram um aplicativo exclusivo para uso na sala de eletrofisiologia:

> lec.mocha.app — 100% dos diagnósticos de arritmias indutíveis durante estudo eletrofisiológico invasivo. Revisão completa da literatura dos últimos 10 anos (até 2026), elaborada por Alessandro Kraemer sem uso de inteligência artificial.

Conclusão das Taquiarritmias

A interpretação das taquiarritmias deve priorizar:
1. Largura do QRS
2. Regularidade do ritmo
3. Presença ou ausência de dissociação A-V

O raciocínio clínico supera algoritmos complexos — a probabilidade pré-teste e o contexto clínico são determinantes para o diagnóstico correto.

---

Sobre o Autor

Alessandro Kraemer é médico cardiologista e eletrofisiologista invasivo. Professor de ECG na Universidade Positivo (6º ano de Medicina, nota máxima no ENAMED). Trabalha no LEC — Laboratório de Eletrofisiologia de Curitiba.

É autor do livro "A Arte da Eletrocardiografia" (ISBN 9792471000061), uma coleção de 8 livros sobre ECG para todos os níveis simultaneamente.

🗓️ Agende uma consulta médica

▶ Vídeo institucional

---

#REFERÊNCIAS

ECG NO HOLTER 24H

KRAEMER, A. (2017). Identificação do local de origem das extrassístoles ventriculares pelo holter de 24 horas.

Ver dissertação no Sucupira

____________________________________-

VIAS ACESSÓRIAS ATÍPICAS

Arq. Bras. Cardiol. 80 (1) • Jan 2003

Ver no SciELO

______________________________________

QT LONGO

1) Viskin S, Rosovski U, Sands AJ, Chen E, Kistler PM, Kalman JM, Rodriguez Chavez L, Iturralde Torres P, Cruz F FE, Centurión OA, Fujiki A, Maury P, Chen X, Krahn AD, Roithinger F, Zhang L, Vincent GM, Zeltzer D. Inaccurate electrocardiographic interpretation of long QT: the majority of physicians cannot recognize a long QT when they see one. Heart Rhythm.2005;2(6):569-74. DOI | PubMed

2) Rautaharju PM, Surawicz B, Gettes LS, Bailey JJ, Childers R, Deal BJ, et al.AHA/ACCF/HRS recommendations for the standardization and interpretation of the electrocardiogram: Part IV: The ST segment, T and U waves, and the QT interval. Circulation. 2009;119(10):e241–50. DOI | PubMed

3) Funck-Brentano C, Jaillon P. Rate-corrected QT interval: techniques and limitations. Am J Cardiol. 1993;72(6):17B-22B. DOI90035-3) | PubMed

4) Gow RM. How to measure the QT interval. Med J Aust. 2017;206(9):399-400. DOI | PubMed

5) Luo S, Michler K, Johnston P, Macfarlane PW. A comparison of commonly used QT correction formulae: the effect of heart rate on the QTc of normal ECGs. J Electrocardiol.2004;37 Suppl:81-90. DOI | PubMed

6) Rautaharju PM, Zhang ZM. Linearly scaled, rate-invariant normal limits for QT interval: eight decades of incorrect application of power functions. J Cardiovasc Electrophysiol. 2002;13(12):1211-1218. DOI | PubMed

7) Bazett HC. An analysis of the time-relations of electrocardiograms. Heart. 1920;7:353-370. Google Scholar

8) Fridericia LS. Die Systolendauer im Elektrokardiogramm bei normalen Menschen und bei Herzkranken. Acta Med Scand. 1920;53:469-486. Google Scholar

9) Sagie A, Larson MG, Goldberg RJ, Bengtson JR, Levy D. An improved method for adjusting the QT interval for heart rate (the Framingham Heart Study). Am J Cardiol.1992;70(7):797-801. DOI90562-D) | PubMed

10) Hodges M. Rate correction of the QT interval. J Electrocardiol.1983;16(3):306. Google Scholar

11) Dmitrienko AA, Sides GD, Winters KJ, Kovacs SJ. Electrocardiographic assessment of QT interval prolongation in clinical trials: new correction methods. Pharm Stat. 2005;4(3):157-169. DOI

12) Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre análise e emissão de laudos eletrocardiográficos. Arq Bras Cardiol. 2009;93(3 Suppl 2):1-19. Google Scholar

________________________________

O ECG NORMAL

1. Paulo Jorge Moffa, Paulo César R Sanches. Tranquesi - Eletrocardiograma Normal e Patológico. São Paulo : Roca, 2001. 85-7241-323-5. Google Scholar

2. Samesima N, God EG, Kruse JCL, Leal MG, França FFAC, Pinho C, et al. Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre a Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos – 2022. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2022, Vol. 119(4), pp. 638-680. DOI | PubMed

3. Surawicz e Knilans. Chou´s Electrocardiographic in clinical Practice. Philadelphia : Saunders, 2008. Google Scholar

4. Paul Kligfield, Leonard S. Gettes, James J. Bailey, et. al. Part I: The Electrocardiogram and Its Technology. Circulation. 2007, Vol. 115, pp. 1306–24. DOI | PubMed

5. Jay W. Mason, E. William Hancock and Leonard S. Gettes et. al. Recommendations for the Standardization and Interpretation of the Electrocardiogram: Part II. Circulation. March de 2007, Vol. 115(1013). DOI | PubMed

6. A., Bayes de Luna. Texbook of clinical electrocardiography. John Wiley & Sons, Ltd - Wiley-Blackwell, 2012. Google Scholar

7. David H Spodick, Worcester Muss. Normal sinus heart rate: Sinus tachycardia and sinus bradycardia redefined. American Heart Journal. October de 1992, Vol. 1. DOI90001-N) | PubMed

8. Jay W. Mason, Thomas E. Moon, Daniel B. Goodman, Boaz Mendzelevski. Electrocardiographic reference ranges derived from 79743 ambulatory subjects. Journal of Electrocardiology. 2007, Vol. 40, pp. 228–234. DOI | PubMed

9. A, Waart. de - Het Levenswerk van Willem Einthoven. Haarlem : Erven F. Bohn, 1957. Google Scholar

10. Einthoven, W. Un nouveau galvanometre. Arch Neerl Sc Ex Na. 1901. Google Scholar

11. Lindsay, Majd AlGhatrif and Joseph. A brief review: history to understand fundamentals of electrocardiography. Journal of Community Hospital Internal Medicine Perspectives. 2012. DOI | PubMed

12. E., Frank. An Accurate, clinically practical System for spatial vectorcardiography. Circulation. May, 1956, Vols. 13(5):737-49. DOI | PubMed

13. Burger H.C., Van Milann J.B. Heart vector and leads. British Heart Journal. 1948, Vol. 10:229. Google Scholar

14. Morris J J, Estes E H Jr, Whalen R E, Thomsom H K, Mcintosh H D. P wave analysis in valvular heart diseases. Circulation. 1964, Vol. 24, p. 242. DOI | Google Scholar

15. Munuswami K, Alpert M A, Martin R H, Whiting, R B, Mechlin N J. Sensitivity and specificity of commonly used electrocardiographic criteria for left enlargement. American Journal of Cardiology. 1984, Vol. 53, p. 829. PubMed

16. Saunders J L, Calatayud J B, Schidz K J, Maranhao V, Gooch A S, Goldberg H. Evaluation of criteria for P wave abnormalities. American Heart Journal. 1967, Vol. 74, p. 757. PubMed

17. Hazen M S, Marvick T H, Underwood D A. Diagnostic accuracy of the resting electrocardiogram in detection and estimation of left atrial enlargement. American Heart Journal. 1991, Vol. 122, p. 823. DOI90527-N) | PubMed

18. Kaplan J D, Evans J R T, Foster E, Lim D, Schiller N B. Evaluation of electrocardiographic criteria for right atrial enlargement. Journal of American College of Cardiology. 1994, Vol. 23, p. 747. DOI90762-5) | PubMed

19. L Wolff, J Parkinson, D White. Bundle branch block with short PR interval in healthy young people prone to paroxysmal tachycardia. American Heart Journal. 1930, Vol. 5, p. 685. DOI90086-X)

20. Borys Surawicz, Rory Childers, Barbara J Deal, et al. AHA/ACCF/HRS recommendations for the standardization and interpretation of the electrocardiogram: part III: intraventricular conduction disturbances. Circulation. 2009, Vol. 119(10), pp. e235-40. DOI | PubMed

21. Rautaharju, Pentti M., Borys Surawicz e Gettes, Leonard S. AHA/ACCF/HRS Recommendations for the Standardization and Interpretation of the Electrocardiogram Part IV. Circulation. 2009, Vol. 119, pp. e241-e250. DOI | PubMed

22. HC., Bazett. An analysis of the time-relations of electrocardiograms. Heart. 1920, Vol. 7, pp. 35-72. Google Scholar

23. JOHN CHILADAKIS et al. Preferred QT Correction Formula for the Assessment of Drug-Induced QT Interval Prolongation. Journal of Cardiovascular Electrophysiology. August de 2010, Vol. 21, pp. 905-913. DOI | PubMed

24. Pentti M Rautaharju, Jay W Mason and Toshio Akiyama. New age- and sex-specific criteria for QT prolongation. Int J Cardiol. 2014, Vol. 174(3), pp. 535-40. DOI | PubMed

25. LS, Fridericia. Die systolendauer im elektrokardiogramm. Acta Med Scand. 1920, Vol. 53, pp. 469-86. Google Scholar

26. Sagie A, Larson MG, Goldberg RJ, et al. An improved method for adjusting the QT interval for heart rate (the Framingham Heart Study). American Journal of Cardiology. 1992, Vol. 79, p. 797. DOI90562-D) | PubMed

27. Hodges M, Salerno D, Erlien D: Bazett's QT correction reviewed. Journal of the American College of Cardiology. 1983, Vol. 12, p. 694. Google Scholar

28. Das, Gopal. QT Interval and Repolarization Time in Patients With Intraventricular Conduction Delay. Journal of Electrocardiology. January de 1990, Vol. 23(1), pp. 49-52. DOI90147-B) | PubMed

29. Crow RS, Hannan PJ, Folsom AR. Prognostic significance of corrected QT and corrected JT interval. Circulation. 2003, Vol. 108, pp. 1985-9. DOI | PubMed

30. Pentti M. Rautaharju, Zhu-Ming Zhang, Ron Prineas, Gerardo Heiss. Assessment of Prolonged QT and JT Intervals in Ventricular Conduction Defects. American Journal of Cardiology. 2004, Vol. 93, pp. 1017-1021. DOI | PubMed

31. Bogossian H, Linz D, Heijman H, et al. QT evaluation in patients with bundle branch block. Int J Cardiol Heart Vasc. 2020, Vol. 30, pp. 1-5. DOI | PubMed

32. Lombard WP, Cope OM. Effect of pulse rate on the length of systoles and diastoles in the normal human heart. American journal of physiology. 1919, pp. 139-140. Google Scholar

33. Taran LM, Szilagyi N. The duration of the electrical systole, Q-T, in acute rheumatic carditis in children. Am Heart J. 1947, Vol. 33(1), pp. 14-26. DOI90165-0) | PubMed

34. Drouin E, Charpentier F, Gauthier C, Laurent K, LeMarec H. Electrophysiologic characteristics of cells spanning the left ventricular wall of human heart: evidence for presence of M cells. 1995, J Am Coll Cardiol, Vol. 26 p.185-92. DOI00167-X) | PubMed

35. Einthoven, W. The galvanometric registration of the human electrocardiogram. Cardiac Classics. 1941. Google Scholar

36. Einthoven, W. Le Télécardiogramme. Arch Internat Physiol. 1906, Vol. 4 p.132-64. Google Scholar

37. L.V., Décourt. Lições de Patologia Cardiocirculatória. São Paulo : Melhoramentos, 1945. Google Scholar

38. Pastore CA, Moffa PJ. Aspectos técnicos e aplicações clínicas do mapeamento eletrocardiográfico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 1992, Vol. 58(5):391-7. Google Scholar

39. Pérez-Riera AR, de Abreu LC, Barbosa-Barros R, et al. R-Peak Time: An Electrocardiographic Parameter with Multiple Clinical Applications. Ann Noninvasive Electrocardiol. 2016, Vol. 21(1):10-9. DOI | PubMed

40. DIRK DURRER et al. Total Excitation of the Isolated Human Heart. Circulation 1970, Vol. 44, pp. 899-912. DOI | PubMed

41. BURCH, GEORGE E. THE HISTORY OF VECTORCARDIOGRAPHY. Medical History. 1985, Vol. 5, pp. 103-31. Google Scholar

42. C, Chou T. Value and limitations of vectorcardiography in cardiac diagnosis. Cardiovasc clin. 1975. Google Scholar

43. Chou T. When is the vectorcardiogram superior to the scalar electrocardiogram? J Am Coll Cardiol. 1986, Vol. 8, pp. 791-9. DOI80432-6) | PubMed

44. A, Helm R. Theory of vectorcardiography. Am Heart J. 1955, Vol. 49(1), pp. 135-59. DOI90088-9) | PubMed

45. Pahlm O, Haisty WKJ, Edenbrandt L et al. Evaluation of changes in standard electrocardiographic QRS waveforms. Am J Cardiol. 1992, Vol. 69(3), pp. 253-7. DOI91319-D) | PubMed

46. The relationship between the 12-lead standard ECG and XYZ vector leads. Uijen G J, Van Oosterom A, Van Dam R T H. Berlin : 14th International Congress Electrocardiology, 1988. Google Scholar

47. Kors JA, van Herpen G, Sittig AC, van Bemmel JH. Reconstruction of the Frank vectorcardiogram from standard electrocardiographic leads. Eur Heart J. 1990, Vol. 11(12), pp. 1083-92. DOI | PubMed

48. E, Frank. An accurate clinically practical system for spatial vectorcardiography. Circulation. 1954, Vol. 13(5), pp. 724-40. DOI | PubMed

49. Ricardo Luiz Ribeiro et al. Antigos e Novos Conceitos sobre a Onda U do Eletrocardiograma. 2004. Google Scholar

50. Andrés Ricardo Pérez‐Riera, Luiz Carlos de Abreu, Raimundo Barbosa‐Barros. R‐Peak Time. Annals of Noninvasive Electrocardiology. Jan de 2016, Vol. 21(1), pp. 10-9. DOI | PubMed

51. Surawicz e Knelans. Chou's Electrocardiography. Google Scholar

52. Lewis, Thomas. Clinical Electrocardiography. NEW YORK : PAUL B. HOEBER, 1919. Google Scholar

53. BENJAMIN J. SCHERLAG et al. Catheter technique for recording His bundle activity in man. Circulation. 1969, Vol. 39, pp. 13-18. DOI | PubMed

54. Malhotra, A et al. Anterior T wave in young white Athletes and nonathletes. J. Am. Coll. Cardiol. Vol. 69(1), pp. 1-9. DOI | PubMed

55. Brosnam M, et al. The Seattle criteria increase the specificity of preparticipation ECG screening among elite athletes. British journal of sports medicine. Vol. 48(15), pp. 1144-50. DOI | PubMed

56. Kristian Thygesen, Joseph S. Alpert, Allan S. Jaffe et. al. Fourth universal definition of myocardial infarction 2018. European Heart Journal. 2019, Vol. 40, pp. 237-269. DOI | PubMed

57. AD, Waller. Circulation. An introduction to physiology. 1891, p. 52. Google Scholar

58. David H. Spodick, Mary Frisella and Sirin Apiyassawat. QRS Axis Validation in Clinical Electrocardiography. Am J Cardiol 2008;101:268–269. DOI | PubMed

SOBRECARGAS NO ECG

1. Hancock, E. William, Deal, Barbara J. e al., David M. Mirvis et. AHA/ACCF/HRS Recommendations for the Standardization and Interpretation of the Electrocardiogram Part V. Circulation. 2009;119:e251-e261. DOI | PubMed

2. Carter WA, Estes EH Jr. Electrocardiographic manifestations of ventricular hypertrophy. American Heart Journal. 1964, Vol. 68:173-82. DOI90066-3) | PubMed

3. Romhilt D, Estes E. A point Score system for the ECG diagnosis of left ventricular hypertrophy. American Heart Journal. 1968, Vol. 75:752-8. DOI90080-6) | PubMed

4. Romhilt DW, Bove KE, Norris RJ, et al. A critical appraisal of the electrocardiographic criteria for the diagnosis of left ventricular hypertrophy. Circulation. 1969, Vol. 40:185-95. DOI | PubMed

5. Barnes AR, Whitten MB. Study of T-wave negativity in predominant ventricular strain. American Heart Journal. 1929, Vol. 5, pp. 14-67. Google Scholar

6. Kaplan L G, Katz L N. The characteristic electrocardiograms in left ventricular strain. American Journal of Medicine. 1941, Vol. 201, pp. 676-93. Google Scholar

7. Van Dam RT, Durrer D. The T wave and ventricular repolarization. American Journal of Cardiology. 1964, Vol. 14:294. DOI90012-8)

8. Rodrigues MI, Anselmi A, Sodi-pallares D. Activacion de las paredes libres ventriculares I. Arch Inst Cardiol Mex. 1953, Vol. 23:624. Google Scholar

9. Rodrigues MI, Sodi-Pallares D, Anselmi A. Activacion de las paredes libres ventriculares II. Arch Inst Cardiol Mex. 1953, Vol. 23:756. Google Scholar

10. Paulo Jorge Moffa, Paulo Cesar Sanches. Tranquesi - Eletrocardiograma normal e patológico. São Paulo : Rocca, 2001. 7ed. Google Scholar

11. Bayes de Luna A et al. Eletrocardiologia Clinica. Barcelona : Cientifico-Medica, 1977. Google Scholar

12. Gertsch M, Theler A, Foglia E. Electrocardiographic detection of left ventricular hypertrophy in the presence of left anterior fascicular block. American Journal of Cardiology. 1988, Vol. 61, pp. 1098-101. DOI90137-8) | PubMed

13. RP, Grant. Left axis deviation. Circulation. 1956, Vol. 14:233. DOI

14. Sokolow M, Lyon TP. The ventricular complex in left ventricular hypertrophy. American Heart Journal 1949, Vol. 37:161-8. DOI91002-8) | PubMed

15. Gosse P et al. ECG detection of left ventricular hypertrophy: The simpler the better? Journal of Hypertension. 2012, Vol. 30(5):990-96. DOI | PubMed

16. Reicheck N, Devereux RB. Left Ventricular Hypertrophy. Circulation. 1981, Vol. 63(6). DOI | PubMed

17. Peguero JG et al. Electrocardiographic criteria for the diagnosis of left ventricular hypertrophy. J Am Coll Cardiol. 2017, Vol. 69(13), pp. 1964-1703. DOI | PubMed

18. T, Lewis. Observations upon ventricular hypertrophy. Heart. 1914, Vol. 5(1), pp. 367-402. Google Scholar

19. Fragola P V et al. Assessment of left ventricular hypertrophy in patients with essential hypertension. Am J Hypertens. Feb de 1993, Vol. 6(2), pp. 164-9. DOI | PubMed

20. Jain A et al. Diagnostic and prognostic utility of electrocardiography for left ventricular hypertrophy. American Heart Journal. 2010, Vol. 159(4), pp. 652-8. DOI | PubMed

21. Gubner R, Ungerleider H. Electrocardiographic criteria of left ventricular hypertrophy. Arch Intern Med. 1943, Vol. 72(2), pp. 196-209. Google Scholar

22. Casale PN et al. Electrocardiographic detection of left ventricular hypertrophy. J Am Coll Cardiol. 1985, Vol. 6(3), pp. 572-80. DOI80118-X) | PubMed

23. Pastore CA, Pinho JA, Pinho C, Samesima N, Pereira-Filho HG, Kruse JCL, et al. III Diretrizes da sociedade brasileira de cardiologia sobre análise e emissão de laudos eletrocardiográficos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Abril, 2016, Vol. 106(4). DOI | PubMed

24. Borys Surawicz, Timothy K. Knilans. Chou's electrocardiography in clinical practice. Philadelphia : Elsevier/Saunders, 2008 6ed. Google Scholar

25. CABRERA E, MONROY JR. Systolic and diastolic loading of the heart. II. Electrocardiographic data. American Heart Journal. May, 1952, Vol. 43(5):669-86. DOI90200-0) | PubMed

26. Kelin RC, Vera Z, D Maria AN, et al. Electrocardiographic diagnosis of left ventricular hypertrophy in the presence of left bundle branch block. American Heart Journal. 1984, Vol. 108:502. DOI90422-9) | PubMed

27. Pepberger HV, Goldman MJ, Littman D, et al. Correlation of the orthogonal electrocardiogram and vectorcardiogram. Circulation. 1965, Vol. 35: 746. Google Scholar

28. Flower NO, Wescott RN, Scott RC. The Q wave in precordial electrocardiogram overlying the hypertrophied right ventricle. Circulation. 1952, Vol. 5:441. Google Scholar

29. Flowers NO, Helm RA. The Spatial QRS loop in right ventricular hypertrophy. Circulation. 1953, Vol. 7:573. Google Scholar

30. Myers GB, Klein HA, Stofer BE. The electrocardiographic diagnosis of right ventricular hypertrophy. American Heart Journal. 1948, Vol. 35:1. DOI90186-4)

31. Flowers NC, Horan, LG. Hypertrophy and infarction. Google Scholar

32. Sokolow M, Lyon TP. The ventricular complex in right ventricular hypertrophy. American Heart Journal. 1949, Vol. 38:273. DOI91020-X)

33. Nikus K, Pérez-Riera A R, Konttila K, Barbosa-Barros R. Electrocardiographic recognition of right ventricular hypertrophy. Journal of Electrocardiology. 2018, Vol. 51(1): 46-9. DOI | PubMed

40. Diego Condea, Adrián Baranchukb. Bloqueo interauricular como sustrato anatómico-eléctrico de arritmias supraventriculares: síndrome de Bayés. Arch Cardiol Mex. 2014, Vol. 84(1):32-40. DOI | PubMed

SÍNDROME CORONARIANA NO ECG

1. M, Smith F. The ligation of coronary arteries with electrocardiographic study. Archives of Internal Medicine. 1918, Vol. 22, pp. 8-27. Google Scholar

2. W.E., Samson and A.M., Scher. Mechanism of ST segment alteration. Circ Res. 1960, Vol. 8, p. 780. DOI | PubMed

3. Downar E, Janse MJ, Durrer D. The effect of acute coronary artery occlusion on subepicardial transmembrane potentials. Circulation. 1977, Vol. 56, p. 217. DOI | PubMed

4. Kataoka H et al. ST elevation in the chest leads in anterior wall left ventricular acute myocardial infarction. Am J Cardiol. 1990, Vol. 66, p. 1146. DOI91076-I) | PubMed

5. Sodi-Pallares D et al. Acerca del tejido electricamente muerto. Principia Cardiológica. 1957. Google Scholar

6. Sodi-Palares D. Diagnóstico electrocardiográfico del infarto miocárdico. Principia Cardiológica. 1954. Google Scholar

7. Johnston FD, Hill IGW, Wilson FM. The Form of the electrocardiogram in experimental myocardial infarction II. Am Heart J. 1935, Vol. 10, p. 889. DOI90565-8)

8. J, Parkinson and DE, Bedford. Successive changes in the electrocardiogram after cardiac infarction. Heart 1928;14:195-239. Google Scholar

9. Nable JV, Brady W. The evolution of electrocardiographic changes in ST segment elevation myocardial infarction. Am J Emerg Med. 2009, Vol. 27(6), pp. 734-46. DOI | PubMed

10. B, Surawicz. Electrophysiologic Basis of ECG and Cardiac Arrhythmias. Baltimore: Williams & Wilkins, 1995. Google Scholar

11. Jr, R M Mills, et al. Natural history of S-T segment elevation after acute myocardial infarction. American Journal of Cardiology. May 1975, Vol. 35(5), pp. 609-14. DOI90163-1) | PubMed

12. Roubin GS, Shen WF, Nicholson M, et al. Anterolateral ST segment depression in acute inferior myocardial infarction. Am Heart J. 1984, Vol. 107, p. 1177. DOI90297-9) | PubMed

13. Pichler M, Shah PJ, Peter T, et al. Wall motion abnormalities and electrocardiographic changes in acute transmural myocardial infarction. Am Heart J. 1983, Vol. 106, p. 1003. DOI90030-3) | PubMed

14. Boden WE, Spodick DH. Diagnostic significance of precordial ST segment depression. Am J Cardiol. 1989, Vol. 63, p. 358. DOI90332-7) | PubMed

15. Cannon CP, MacCabe C, Stone PH, et al. The electrocardiogram predicts one year outcome of patients with unstable angina and non Q wave myocardial infarction. J Am Coll Cardiol. 1997, Vol. 30, pp. 133-140. DOI00112-9) | PubMed

16. Rohmhilt DW et al. A critical appraisal of the electrocardiographic criteria for the diagnosis of left ventricular hypertrophy. Circulation. 1969, Vol. 40, pp. 185-195. DOI | PubMed

17. Wasserman K, et al. Principles of exercise testing and interpretation. Lea & Febiger, 1994. Google Scholar

18. Bailey RH, LaDue JS, York DJ. Electrocardiographic changes produced in the dog by temporary occlusion of a coronary artery. American Heart Journal. 1943, Vol. 25, pp. 164-169. DOI90703-1)

19. Wood FC, Wolferth CC. Angina pectoris: the clinical and electrocardiographic phenomena of the attack. Archives of Internal Medicine. 1931, Vol. 47, pp. 339-65. DOI

20. Lengyel L et al. Initial ECG changes in experimental occlusion of the coronary arteries. American Heart Journal. 1957, Vol. 53, p. 334. Google Scholar

21. Bayes de Luna A et al. Negative T wave in ischemic heart disease: A consensus article. Ann Noninvasive Electrocardiol. 2014, Vol. 19(5), pp. 426-41. DOI | PubMed

22. HEB, Pardee. An electrocardiographic sign of coronary artery obstruction. Archives of Internal Medicine. 1920, Vol. 26, pp. 244-57. DOI

23. III Diretriz Da Sociedade Brasileira De Cardiologia Sobre Análise e Emissão De Laudos Eletrocardiográficos. Pastore CA et al. 2016, Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Vol. 106. DOI | PubMed

24. The form of the electrocardiogram in experimental myocardial infarction. III. Wilson FA, Hill IG, Johnston FD. 1935, American Heart Journal, Vol. 10, p. 903. Google Scholar

25. The form of the electrocardiogram in experimental myocardial infarction. IV. Wilson FN, Johnston FD, Hill IG. 1935, American Heart Journal, Vol. 10, p. 1025. Google Scholar

26. Yochai Birnbaum, Samuel Sclarovsky. The Grades of Ischemia on the Presenting Electrocardiogram. Journal of Electrocardiology. 2001, Vol. 34, pp. 17-25. DOI | PubMed

27. S D Carley et al. What's the point of ST elevation? Emerg Med J. 2002, Vol. 19(2). DOI | PubMed

28. Armin Arbab-Zadeh et al. Contemporary Reviews in Cardiovascular Medicine - Acute Coronary Events. Circulation. 2012, Vol. 125, pp. 1147-1156. DOI | PubMed

29. V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre o tratamento do infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Arq Bras Cardiol. 2015, Vol. 105(2), Suplemento 1. Google Scholar

30. Borja Ibanez, Stefan James, Stefan Agewall et al. 2017 ESC Guidelines for the management of acute myocardial infarction in patients presenting with ST-segment elevation. European Heart Journal. 2018, Vol. 39(2), pp. 119-77. DOI | PubMed

31. Jean-Philippe Collet, Holger Thiele, Emanuele Barbato et al. 2020 ESC Guidelines for the management of acute coronary syndromes in patients presenting without persistent ST-segment elevation. European Heart Journal. 2021, Vol. 42, pp. 1289-1367. DOI | PubMed

32. Antoine Ayer, Christian Juhl Terkelsen. Difficult ECGs in STEMI. Journal of Electrocardiology. 2014, Vol. 47, 4, pp. 448-58. DOI | PubMed

33. SAMSON, W E and SCHER, A M. Mechanism of S-T segment alteration during acute myocardial injury. Circulation Research. 1960, Vol. 8, pp. 780-7. DOI | PubMed

34. RE, Klabunde. Cardiac electrophysiology: normal and ischemic ionic currents and the ECG. Adv Physiol Educ. 2017, Vol. 41(1), pp. 29-37. DOI | PubMed

35. C, Di Diego J M and Antzelevitch. Acute Myocardial Ischemia: Cellular Mechanisms Underlying ST Segment Elevation. Journal of Electrocardiology. 2014, Vol. 47(4), pp. 486-490. DOI | PubMed

36. Cabrera E et al. Bloqueo intrainfarto. Cardiología–Homenage al Dr. Demetrio Sodi-Pallares. Mexico: Interamericana, 1961. Google Scholar

37. First SR, Bayley RH, Bedford DR. Peri-infarction block. Circulation. 1950, Vol. 2, pp. 31-36. DOI | PubMed

38. Wilson FN, Herman GR. Bundle branch block and arborization block. Arch Int Med. 1920, Vol. 26, pp. 153-60. Google Scholar

39. Carlos Alberto Pastore et al. Applicability of the Electro-Vectorcardiogram in Current Clinical Practice. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2019, Vol. 113(1), pp. 87-99. DOI | PubMed

72. Samesima N, God EG, Kruse JCL, et al. Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre a Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos – 2022. Arq Bras Cardiol. 2022, Vol. 119(4), pp. 638-680. DOI | PubMed

BLOQUEIOS DE RAMO NO ECG

1. Eppinger, H., and Rothberger, J. Zur Analyse des Electrokardiograms. Wein klin. Wchnschr. 1909, Vol. 22, pp. 1091-. Google Scholar

2. Kalph C. Scott. left bundle branch block-A clinical assessment. American Heart Journal. October de 1965, pp. 535-66. DOI90182-4) | PubMed

3. Lewis, T., and Rothschild, M. The spread of excitatory process in vertebrate hearts. Phil Tr Royal Society London. 1916. Google Scholar

4. Wilson F. N., MacLeod G., and Barker P. S. The order of ventricular excitation in bundle branch block. American Heart Journal. 1932, Vol. 7, p. 305. DOI90500-X)

5. Rosenbaum M B, Elizari M V, and Lazzari J O. Los hemibloqueos. Buenos Aires: Paidos, 1968. Google Scholar

6. BENJAMIN J. SCHERLAG et al. Catheter Technique for Recording His Bundle Activity in Man. Circulation. 1969, Vol. 39, pp. 13-18. DOI | PubMed

7. Baydar ID, Walsh TJ, Massie EA. A vectorcardiographic study of right bundle branch block. Am J Cardiol. 1965, Vol. 15, p. 185. DOI90153-0) | PubMed

8. Brawnwald E, Donoso E, Sapin SO, Grishman A. Right bundle branch block. Circulation. 1956, Vol. 13, p. 866. DOI | PubMed

9. WR, Milnor. The electrocardiogram and vectorcardiogram in right ventricular hypertrophy and right bundle branch block. Circulation. 1957, Vol. 16, p. 348. DOI | PubMed

10. Penaloz D, Gamboa R Sime E. Experimental right bundle branch block in the normal human heart. Am J Cardiol. 1961, Vol. 8, p. 767. DOI90202-5) | PubMed

11. Pileggi F et al. Experimental vectorcardiographic study of right bundle branch block. Am J Cardiol. 1966, Vol. 18, p. 698. DOI90217-X) | PubMed

12. Pastore CA, Pinho JA, Pinho C, Samesima N et. al. III Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia Sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2016, Vol. 106(4), p. Supl. 1. DOI | PubMed

13. Borys Surawicz et al. AHA/ACCF/HRS Recommendations Part III: Intraventricular Conduction Disturbances. Circulation. 2009, Vol. 119, pp. e235-e240. DOI | PubMed

18. Widimsky P et al. Primary angioplasty in acute myocardial infarction with right bundle branch block. Eur Heart J. 2012, Vol. 33(1), pp. 86-95. DOI | PubMed

23. Sgarbossa EB et al. Electrocardiographic diagnosis of evolving acute myocardial infarction in the presence of left bundle branch block. N Engl J Med. 1996, Vol. 334, pp. 481-487. DOI | PubMed

24. Stephen W Smith, Kenneth W Dodd, Timothy D Henry, et al. Diagnosis of ST-Elevation Myocardial Infarction in the Presence of Left Bundle Branch Block With the ST-Elevation to S-Wave Ratio in a Modified Sgarbossa Rule. Ann Emerg Med. 2012, Vol. 60, pp. 766-776. DOI | PubMed

25. Andrea Di Marco, Marcos Rodriguez, Juan Cinca, Antoni Bayes-Genis et al. New Electrocardiographic Algorithm for the Diagnosis of Acute Myocardial Infarction in Patients With Left Bundle Branch Block. Journal of the American Heart Association. 2020, pp. 1-22. DOI | PubMed

26. Kristian Thygesen, Joseph S. Alpert, Allan S. Jaffe et al. Fourth universal definition of myocardial Infarction. European Heart Journal. 2019, Vol. 40, pp. 237-269. DOI | PubMed

BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES NO ECG

1. Josephson, Mark E. Josephson's clinical cardiac electrophysiology. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2016. Google Scholar

2. El-Sherif N, Scherlag B J, Lazzara R. An appraisal of second degree and paroxysmal atrioventricular block. Eur J Cardiol. 1976, Vol. 4, pp. 117-30. PubMed

3. Definition of terms related to cardiac rhythm. Am Heart J. 1978, Vol. 95, pp. 796-806. DOI90293-3) | PubMed

4. Surawicz B, Uhley H, Borun R, et al. The quest for optimal electrocardiography. Am J Cardiol. 1978, Vol. 41, pp. 130-45. DOI90153-1) | PubMed

5. Pastore C A, Pinho J A, et al. III Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos. Arq Bras Cardiol. 2016, Vol. 106, Supl I, pp. 1-23. DOI | PubMed

8. Barold S S, Hyes D L. Second degree atrioventricular block: a reappraisal. Mayo Clin Proc. 2001, Vol. 76, pp. 44-57. DOI | PubMed

9. Mobitz, W. Uber die unvollstandige storung der erregungsuberleitung. Z.Ges.Exp Med. 1924, Vol. 41, pp. 180-237. Google Scholar

11. J, Hay. Bradycardia and cardiac arrhythmia produced by depression of certain functions of the heart. Lancet. 1906, Vol. 1, pp. 139-143. DOI20510-3)

21. Herweg, S. Serge Barold · Bengt. Second-degree atrioventricular block revisited. Herzschr Elektrophys. 2012, Vol. 23, pp. 296–304. DOI | PubMed

39. Michael Glikson, Jens Cosedis Nielsen, Mads Brix Kronborg, et al. 2021 ESC Guidelines on cardiac pacing and cardiac resynchronization therapy. European Heart Journal. 2021, Vol. 42, pp. 3427-520. DOI | PubMed

44. Ricardo Alkmim Teixeira, Alexsandro Alves Fagundes, José Mário Baggio Junior et al. Diretriz Brasileira de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis – 2023. Arq Bras Cardiol. 2023, Vol. 120(1):e20220892, pp. 1-88. DOI | PubMed

49. Fred M. Kusumoto, Mark H. Schoenfeld, Coletta Barrett et al. 2018 ACC/AHA/HRS Guideline on the Evaluation and Management of Patients With Bradycardia and Cardiac Conduction Delay: Executive Summary. Circulation. 2019;140:e333–e381. DOI | PubMed

TAQUIARRITMIAS

1. Yang XS, Beck G J, Wilkoff BL. Redefining normal sinus heart rate. J Am Coll Cardiol. 1995, Vol. 25(2), p. 193. DOI92974-T)

2. Palatini, P. Need for a revision of the normal limits of resting heart rate. Hypertension. 1999, Vol. 33(2), pp. 622-5. DOI | PubMed

3. Mason JW et al. Electrocardiographic reference ranges derived from 79,743 ambulatory subjects. J Electrocardiol. 2007, Vol. 40(3), pp. 228-34. DOI | PubMed

4. HJ., Wellens. Electrophysiology: ventricular tachycardia: diagnosis of broad QRS complex tachycardia. Heart. 2001, Vol. 86(5), pp. 579-85. DOI | PubMed

5. Wellens HJ, Bär FW, Lie KI. The value of the electrocardiogram in the differential diagnosis of a tachycardia with a widened QRS complex. Am J Med. 1978, Vol. 64(1), pp. 27-33. DOI90176-6) | PubMed

6. Robert W. Neumar et al. Part 8: Adult Advanced Cardiovascular Life Support. Circulation. 2010, Vol. 122(18), pp. S729-S767. DOI | PubMed

7. Katja Zeppenfeld, Jacob Tfelt-Hansen, Marta de Riva et al. 2022 ESC Guidelines for the management of patients with ventricular arrhythmias and the prevention of sudden cardiac death. European Heart Journal. 2022, Vol. 43(40), pp. 3997-4126. DOI | PubMed

10. Josephson ME et al. Mechanisms of ventricular tachycardia. Circulation. 1987, Vol. 75, pp. III41–III47. DOI | PubMed

11. Wellens HJ, Bar FW, Lie KI. The value of the electrocardiogram in the differential diagnosis of a tachycardia with a widened QRS complex. Am J Med. 1978, Vol. 64, pp. 27-33. DOI90176-6) | PubMed

12. Kindwall KE, Brown J, Josephson ME. Electrocardiographic criteria for ventricular tachycardia in wide complex left bundle branch block morphology tachycardias. Am J Cardiol. 1988, Vol. 61, pp. 1279-83. DOI91169-1) | PubMed

175. Becker S.N. Alzand and Harry J.G.M Crijns. Diagnostic criteria of broad QRS complex tachycardia: decades of evolution. Europace. 2011, Vol. 13, pp. 465-72. DOI | PubMed

176. Pedro Brugada, Josep Brugada, Lluis Mont, Joep Smeets, Erik W Andries. A new approach to the differential Diagnosis of a regular tachycardia with a wide QRS complex. Circulation. 1991, Vol. 83, pp. 1649-59. DOI | PubMed

177. Alfred Pick, Richard Langendorf. Differentiation of supraventricular and ventricular tachycardias. Progress in Cardiovascular Diseases. March de 1960, Vol. 2(5), pp. 391-407. DOI80009-3)

180. Hein J J Wellens, Fritz W H M Bar, K I Lie. The Value of the Electrocardiogram in the Differential Diagnosis of a Tachycardia with a Widened QRS Complex. American Journal of Medicine. 1978, Vol. 64, pp. 27-33. DOI90176-6) | PubMed

181. Marek Jastrzebski et al. Comparison of five electrocardiographic methods for differentiation of wide QRS-complex tachycardias. Europace. 2012, Vol. 14, pp. 1165-71. DOI | PubMed

191. Federico Moccetti et al. Simplified Integrated Clinical and Electrocardiographic Algorithm for Differentiation of Wide QRS Complex Tachycardia The Basel Algorithm. J Am Coll Cardiol EP. 2022, Vol. 8, pp. 831-39. DOI | PubMed

192. Luis Fernando Pava et al. R-wave peak time at DII: A new criterion for differentiating between wide complex QRS tachycardias. Heart Rhythm 2010;7:922–926. DOI | PubMed

193. András Vereckei et al. New algorithm using only lead aVR for differential diagnosis of wide QRS complex tachycardia. Heart Rhythm. 2008, Vol. 5, pp. 89-98. DOI | PubMed

MARCAPASSO NO ECG

1. MH., Schoenfeld. Pacemaker programmers: an updated synopsis. Card Electrophysiol Rev. 1999, Vol. 3, pp. 20-3. DOI

2. Jongnarangsin K, Thaker JP, Thakur RK. Pacemakers and magnets: an arranged marriage. Heart Rhythm 2009;6:1437–8. DOI | PubMed

3. Richard G Trohman, Michael H Kim, Sergio L Pinski. Cardiac pacing: the state of the art. Lancet. 2004, Vol. 364, pp. 1701-19. DOI17358-3) | PubMed

4. G.Mond, Harry. Interpreting the Normal Pacemaker Electrocardiograph. Heart Lung and Circulation. 2018, pp. 11-14. DOI | PubMed

5. Emanuela T. Locati et al. Role of Surface Electrocardiograms in Patients with Cardiac Implantable Electronic Devices. Card Electrophysiol Clin. 2018, Vol. 10, pp. 233-55. DOI | PubMed

6. ALAN D. BERNSTEIN et al. The Revised NASPE/BPEG Generic Code for Antibradycardia, Adaptive-Rate, and Multisite Pacing. PACE. 2002, Vol. 25(2), pp. 260-3. DOI | PubMed

18. Xiayan Shen et al. Electrocardiography findings in right ventricular apical pacing. Singapore Med J. 2020, Vol. 61(10), pp. 517-22. DOI | PubMed

20. Keping Chen et al. Comparison of electrocardiogram characteristics and pacing parameters between left bundle branch pacing and right ventricular pacing. Europace. 2019, Vol. 21, pp. 673-80. DOI | PubMed

26. Alexander Romeno Janner Dal Forno et al. Estimulação do Ramo Esquerdo do Sistema His-Purkinje: Experiência Inicial. Arq Bras Cardiol. 2021, pp. 1-12. DOI | PubMed

27. Nadine Ali et al. His Bundle Pacing: A New Frontier in the Treatment of Heart Failure. Arrhythmia & Electrophysiology Review. 2018, Vol. 7(2), pp. 103-10. DOI | PubMed

28. Karol Curila et al. Both selective and nonselective His bundle, but not myocardial, pacing preserve ventricular electrical synchrony. Heart Rhythm. 2020, Vol. 17, pp. 607-14. DOI | PubMed

29. Rafael Barba-Pichardo et al. Permanent His-bundle pacing: seeking physiological ventricular pacing. Europace (2010) 12, 527–533. DOI | PubMed

31. Asit Das, Suman Chatterjee Das. Left bundle branch area pacing: Electrocardiographic features. Journal of Arrhythmia. 2021, Vol. 37, pp. 1139-47. DOI | PubMed